Descrição:
Capa: (VG+) + Encarte
Disco: Excelente
Ney Matogrosso é o maior camaleão da música brasileira. Surgido no grupo Secos & Molhados, ele construiu uma carreira solo pautada pela liberdade total, performance cênica e uma voz de contratenor que desafia classificações. Em Bugre, Ney abandona as plumas exuberantes para adotar uma estética mais bruta e essencial.
O álbum conta com arranjos modernos para a época, unindo músicos de elite:
Ney Matogrosso: Vocal
Produção: Mazzola (renomado produtor da MPB)
Arranjos: Lincoln Olivetti e Victor Biglione (garantindo o brilho técnico e o peso pop do disco)
Participações: O disco conta com composições de nomes como Itamar Assumpção e parcerias icônicas.
MPB / Pop Rock / Art Pop. Um disco experimental que utiliza sintetizadores e guitarras distorcidas para embalar letras que falam de desejo, natureza humana e as contradições do Brasil moderno.
Lançado pelo selo Barclay/PolyGram, a edição nacional de Bugre é um deleite visual. A capa, com a fotografia icônica de Ney pintado, reflete o conceito de "bugre" — o selvagem inserido na civilização. A prensagem nacional da época é excelente, destacando a voz cristalina de Ney sobre as bases instrumentais encorpadas características das produções do Mazzola.
RESENHA PARA COLECIONADORES:
"Bugre é um álbum de impacto. Se nos discos anteriores Ney explorava o lúdico, aqui ele entrega uma performance mais visceral. A faixa 'Dôce Guia' é um dos grandes destaques, trazendo uma interpretação carregada de sensualidade e força. Outro ponto alto é a regravação de 'Lindo Balão Azul' em uma versão completamente diferente da original, mais madura. É um item essencial para quem coleciona a discografia de Ney e busca entender a transição estética dos anos 80, onde a MPB se fundiu definitivamente com a modernidade eletrônica."
