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"Killers" é o segundo álbum de estúdio da banda britânica de heavy metal Iron Maiden, lançado em 2 de fevereiro de 1981 pela EMI Records no Reino Unido e pela Harvest/Capitol Records nos Estados Unidos. Este álbum é marcante por ser o último com o vocalista original Paul Di'Anno e o primeiro a contar com o guitarrista Adrian Smith, que se tornaria um membro crucial da formação clássica da banda.
"Killers" foi produzido por Martin Birch, que continuaria a trabalhar com o Iron Maiden em muitos dos álbuns subsequentes e ajudaria a moldar o som da banda. Diferente do álbum de estreia homônimo da banda, "Killers" traz um som mais polido, com maior ênfase na técnica instrumental e nos arranjos. O álbum captura o Iron Maiden no auge de sua fase inicial, com sua sonoridade crua e energia punk ainda presente, mas também mostrando uma sofisticação crescente na composição e na execução.
Após o sucesso do primeiro álbum "Iron Maiden" (1980), a banda estava determinada a continuar seu crescimento na cena do heavy metal. Steve Harris, baixista e principal compositor, já tinha várias músicas escritas antes mesmo do lançamento do álbum de estreia, e essas composições foram aperfeiçoadas e incluídas em "Killers". Com a adição de Adrian Smith à guitarra, a banda ganhou mais versatilidade e complexidade nas suas composições, o que seria essencial para a evolução do som do Iron Maiden nos anos subsequentes.
"Killers" foi lançado em um período em que o Iron Maiden estava se tornando uma das principais forças do movimento New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM), que também incluía bandas como Judas Priest e Saxon. Embora o álbum tenha sido bem recebido pelos fãs, Paul Di'Anno deixou a banda logo após sua turnê devido a problemas com álcool e drogas, sendo substituído pelo icônico Bruce Dickinson, que entraria para a banda antes do próximo álbum, "The Number of the Beast".
"The Ides of March" – O álbum começa com uma faixa instrumental, que funciona como uma introdução atmosférica e poderosa. Com uma melodia marcante de guitarra e bateria, "The Ides of March" estabelece o tom épico do álbum.
"Wrathchild" – Uma das faixas mais populares de "Killers", "Wrathchild" é rápida e agressiva, com um riff de baixo icônico de Steve Harris. A música é sobre vingança e busca por identidade, e é uma das faixas que se tornaram presença constante nos setlists ao vivo da banda.
"Murders in the Rue Morgue" – Inspirada pelo conto de Edgar Allan Poe, essa faixa traz uma narrativa sombria sobre um homem acusado injustamente de assassinato. A música tem uma estrutura dinâmica, com mudanças de ritmo que mantêm a tensão ao longo da faixa.
"Another Life" – Com um riff de guitarra energético e uma batida acelerada, "Another Life" é uma das músicas mais diretas do álbum, com letras introspectivas sobre a luta contra o tédio e a monotonia da vida.
"Genghis Khan" – Outra faixa instrumental, "Genghis Khan" destaca a habilidade técnica dos músicos do Iron Maiden, com solos intrincados de guitarra e uma estrutura complexa. A música evoca a atmosfera de uma batalha, refletindo o tema do conquistador histórico.
"Innocent Exile" – A música aborda o tema de um homem em fuga, acusado de um crime que não cometeu. A faixa tem um ritmo contagiante, com uma linha de baixo pulsante e riffs de guitarra que criam uma sensação de urgência.
"Killers" – A faixa-título é uma das mais sombrias e agressivas do álbum. Com uma introdução lenta e tensa que rapidamente evolui para uma explosão de energia, "Killers" conta a história de um assassino em série. A performance vocal de Paul Di'Anno é particularmente intensa, transmitindo a violência e a loucura do personagem.
"Prodigal Son" – Uma das músicas mais melodiosas do álbum, "Prodigal Son" tem uma abordagem mais suave, com uma forte influência de blues e rock progressivo. As letras falam sobre arrependimento e redenção, e a música se destaca por seu solo de guitarra atmosférico.
"Purgatory" – Uma faixa rápida e enérgica, "Purgatory" é um exemplo clássico do som direto e agressivo que o Iron Maiden explorou nos primeiros anos. As letras falam sobre confusão e transição espiritual, e a música mantém um ritmo acelerado do início ao fim.
"Drifter" – O álbum fecha com "Drifter", uma música animada e cheia de energia, com um refrão cativante. A faixa tem uma vibe de celebração e liberdade, e se tornou uma favorita em apresentações ao vivo da banda.
"Killers" foi bem recebido tanto pelos fãs quanto pela crítica, consolidando o Iron Maiden como uma das bandas mais promissoras da cena heavy metal. Embora o álbum não tenha alcançado o mesmo sucesso comercial de alguns dos trabalhos subsequentes da banda, ele é amplamente reconhecido como uma peça fundamental no desenvolvimento do som do Iron Maiden.
A despedida de Paul Di'Anno após o álbum foi um marco importante para a banda. Enquanto Di'Anno trouxe uma energia punk e uma abordagem mais agressiva aos vocais, sua saída abriu caminho para a entrada de Bruce Dickinson, que levaria o Iron Maiden a novas alturas com sua potência vocal e presença de palco teatral.
"Killers" é frequentemente lembrado como um álbum que capturou o Iron Maiden em um momento crucial de transição, antes de sua ascensão meteórica ao status de lendas do heavy metal. Com faixas como "Wrathchild", "Killers" e "Murders in the Rue Morgue", o álbum continua a ser um dos favoritos dos fãs, e suas músicas são regularmente tocadas nos shows da banda.
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