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Artista: Robert Plant
Origem: Inglaterra
Ano de lançamento: 2003
Formato: Coletânea retrospectiva — 2 CDs
Período abrangido: 1966–2003
Gravadoras: Atlantic / Mercury
Gêneros: Rock • Hard Rock • Blues Rock • Folk Rock • World Music
Sixty Six to Timbuktu é a primeira grande retrospectiva da carreira de Robert Plant fora do Led Zeppelin. Lançada em 4 de novembro de 2003, a coleção reúne 35 faixas e percorre desde seus primeiros trabalhos, antes do Led Zeppelin, até uma apresentação ao vivo realizada em Timbuktu em 2003.
Como se trata de uma retrospectiva de carreira, não existe uma única formação musical. O nome central é:
Robert Plant — vocais, harmônica e composição
Ao longo dos dois CDs aparecem músicos e projetos associados a diferentes fases de sua trajetória, incluindo:
Jimmy Page — guitarra em “Tall Cool One”
Phil Johnstone — teclados e colaboração em várias gravações
Doug Boyle — guitarra
Charlie Jones — baixo
Chris Blackwell — bateria
Justin Adams — guitarra
Kevin Scott MacMichael — guitarra
Francis Dunnery — guitarra
Chris Hughes — bateria e produção
Também estão representados projetos como The Honeydrippers, Band of Joy e Crawling King Snakes, além de gravações anteriores à formação do Led Zeppelin.
Rock • Hard Rock • Blues Rock • Folk Rock • World Music • Rock Alternativo
A grande característica da coletânea é justamente sua diversidade.
O primeiro CD apresenta o Plant solo mais conhecido, passando pelo hard rock de “Tall Cool One”, pelo pop-rock de “Big Log”, pelo blues e folk de “I Believe” e “Ship of Fools”, além da influência cada vez mais forte da música norte-africana e de outras tradições musicais.
O segundo CD é ainda mais variado: reúne demos, raridades, gravações pré-Led Zeppelin, projetos paralelos, lados B e participações especiais, mostrando um artista muito menos previsível do que sua associação com o Led Zeppelin poderia sugerir.
Sixty Six to Timbuktu funciona como uma verdadeira autobiografia musical de Robert Plant.
O título faz referência ao período abrangido pela seleção: “66” representa 1966, quando Plant ainda dava seus primeiros passos profissionais, enquanto Timbuktu remete à apresentação realizada em 2003 no Festival au Désert, no Mali, que encerra a coleção.
O CD 1 concentra principalmente músicas de sua carreira solo, percorrendo trabalhos lançados entre 1983 e 2002. A seleção inclui músicas de praticamente todos os seus álbuns solo até aquele momento, com exceção de Pictures at Eleven, além de “Sea of Love”, sucesso dos Honeydrippers.
O CD 2 é o verdadeiro tesouro para colecionadores. O repertório volta a 1966, com material gravado quando Plant fazia parte do grupo Listen, e passa por Band of Joy, Crawling King Snakes, gravações raras, demos, faixas inéditas e projetos colaborativos.
O encerramento com “Win My Train Fare Home (If I Ever Get Lucky)”, gravada ao vivo em Timbuktu em 2003, dá ao conjunto uma conclusão conceitualmente perfeita.
Sixty Six to Timbuktu é mais do que uma coletânea de sucessos: é um retrato da curiosidade artística de Robert Plant depois do Led Zeppelin.
O primeiro CD começa com “Tie Dye on the Highway”, mostrando um Plant já completamente afastado da tentativa de simplesmente reproduzir o som de sua antiga banda. A partir daí, a seleção percorre diferentes momentos de sua carreira.
“Big Log” é indispensável para compreender sua fase mais sofisticada e pop dos anos 1980. Já “Tall Cool One” traz uma ligação direta com o passado, inclusive com a participação de Jimmy Page na guitarra.
“Calling to You” demonstra a força do Plant dos anos 1990, enquanto “29 Palms” e “Promised Land” revelam seu interesse crescente por combinações entre rock, blues, folk e sonoridades de diferentes culturas.
Um dos grandes méritos da coletânea é mostrar que Plant não tentou construir uma carreira solo baseada apenas na nostalgia do Led Zeppelin. Pelo contrário, ele constantemente procurou novos músicos, novas linguagens e novas referências.
Para o colecionador, o segundo disco talvez seja ainda mais interessante que o primeiro.
“You'd Better Run” remonta a 1966, quando Plant ainda cantava no Listen. “Our Song” vem de 1967, enquanto “Hey Joe” e “For What It's Worth” documentam momentos anteriores à fama mundial.
A sequência inclui ainda trabalhos com Band of Joy, Crawling King Snakes, colaborações com Jimmy Page e participações em projetos como o Afro Celt Sound System.
“Life Begin Again” é particularmente representativa da abertura de Plant para a música mundial, enquanto “Let the Boogie Woogie Roll”, com Jools Holland, recupera seu vínculo com o blues e o rock'n'roll tradicional.
O encerramento, “Win My Train Fare Home (If I Ever Get Lucky)”, gravado em Timbuktu, sintetiza perfeitamente a proposta da obra: um músico britânico de raízes no blues chegando a uma experiência musical profundamente influenciada pela África.
É um título especialmente valioso para quem deseja conhecer Robert Plant além do Led Zeppelin.
A coletânea combina sucessos conhecidos, raridades, demos, gravações pré-fama, projetos paralelos e material inédito. A edição de dois CDs é particularmente atraente porque apresenta 35 faixas e aproximadamente duas horas e meia de música, dependendo da edição.
Para uma loja de CDs, é uma excelente apresentação da trajetória de Plant: do jovem cantor de blues de 1966 ao veterano explorador de sons e culturas de 2003.
Destaques: “Big Log” • “Tall Cool One” • “29 Palms” • “Ship of Fools” • “Sea of Love” • “Calling to You” • “Life Begin Again” • “Win My Train Fare Home”.
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