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Artista: Renaissance
Origem: Inglaterra
Ano de lançamento: 1972
Formato: Álbum de estúdio • 1 CD
3º álbum de estúdio
Gravadora original: Sovereign Records / EMI
Produção: Miles Copeland e Renaissance
Gêneros: Rock Progressivo • Art Rock • Rock Sinfônico • Folk Rock
Prologue é um álbum particularmente importante na história do Renaissance. Lançado em outubro de 1972, inaugura a fase da banda liderada pela extraordinária Annie Haslam e prepara o caminho para o som sinfônico que seria plenamente desenvolvido em Ashes Are Burning (1973).
Annie Haslam — vocais principais, vocais de apoio e percussão
John Tout — teclados, vocais de apoio e arranjos
Jon Camp — baixo, vocais e tampoura
Rob Hendry — guitarras, bandolim, chimes e vocais de apoio
Terence Sullivan — bateria e percussão
Participação especial:
Francis Monkman — sintetizador VCS3 em “Rajah Khan”
Um detalhe histórico importante: Michael Dunford, embora fundamental para o desenvolvimento musical do grupo e responsável por várias composições, não aparece como integrante executante da formação do álbum. Ele concentrou-se principalmente na composição e nos arranjos. Rob Hendry entrou pouco antes das gravações, substituindo Mick Parsons.
Rock Progressivo • Art Rock • Rock Sinfônico • Folk Rock
Prologue mostra o Renaissance em uma fase de transição. Ainda existe uma presença relativamente forte de guitarra e elementos de rock, mas já aparecem claramente as características que se tornariam marcas registradas do grupo:
A combinação da voz de Annie Haslam com o piano de John Tout é o centro sonoro do álbum.
Gravado em junho e julho de 1972, Prologue representa praticamente um novo começo para o Renaissance. Após várias mudanças de integrantes, nenhum dos músicos da formação original permanecia no grupo quando este álbum foi realizado.
É justamente nesse momento que surge Annie Haslam, cuja voz se tornaria a assinatura definitiva do Renaissance.
As músicas foram compostas principalmente por Michael Dunford e Jim McCarty, com letras de Betty Thatcher. Dunford e Thatcher desenvolveriam posteriormente uma das parcerias composicionais mais importantes da história do grupo.
O álbum também demonstra o interesse do Renaissance pela música erudita. “Prologue” utiliza uma referência ao estudo “Revolucionário”, de Chopin, enquanto “Kiev” incorpora elementos associados a Rachmaninoff.
Prologue é um disco de transição e descoberta, mas justamente por isso possui enorme valor dentro da discografia do Renaissance.
A faixa-título, “Prologue”, abre o álbum com uma combinação de guitarra, teclados e a voz de Annie Haslam, revelando uma banda ainda mais próxima do rock progressivo convencional do que seria posteriormente.
“Kiev” amplia a dimensão sinfônica e apresenta uma composição de forte caráter clássico. A presença de Jon Camp nos vocais principais nessa faixa também oferece uma interessante mudança de textura em relação ao restante do repertório.
Em “Sounds of the Sea”, o Renaissance começa a desenvolver aquela atmosfera contemplativa que se tornaria tão característica da banda. Annie Haslam conduz a música com uma interpretação delicada, enquanto piano, guitarra e percussão constroem um ambiente quase cinematográfico.
“Spare Some Love” é uma das faixas mais acessíveis e melódicas do álbum, tendo inclusive recebido divulgação nas rádios de rock norte-americanas após o lançamento.
“Bound for Infinity” mantém a combinação entre folk, rock e elementos eruditos, preparando o ouvinte para o grande encerramento.
Com mais de 11 minutos na edição original, “Rajah Khan” é o grande épico de Prologue.
A faixa permite que John Tout e Rob Hendry explorem diferentes texturas, enquanto a participação de Francis Monkman, do Curved Air, acrescenta o sintetizador VCS3 ao arranjo.
O resultado antecipa a direção que o Renaissance tomaria em Ashes Are Burning: menos dependência do hard rock tradicional e maior ênfase em melodia, atmosfera, teclados e construção sinfônica.
Prologue é fundamental para compreender a formação da identidade clássica do Renaissance.
É também o primeiro álbum da chamada era Annie Haslam, tornando-se uma peça essencial para quem deseja acompanhar a sequência:
Prologue (1972) → Ashes Are Burning (1973) → Turn of the Cards (1974) → Scheherazade and Other Stories (1975)
Embora Ashes Are Burning seja geralmente considerado o trabalho em que o som clássico do Renaissance se consolida definitivamente, Prologue é o ponto de partida dessa transformação.
Para uma loja de discos, é um excelente título para o público interessado em rock progressivo britânico, rock sinfônico e álbuns fundamentais dos anos 1970.
Destaques: “Prologue” • “Kiev” • “Spare Some Love” • “Rajah Khan”.
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