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Artista: Renaissance
Origem: Inglaterra
Ano de lançamento: 1973
Formato: Álbum de estúdio • 1 CD
4º álbum de estúdio
Gravadora original: Sovereign Records
Produção: Dick Plant e Renaissance
Gênero: Rock Progressivo • Art Rock • Rock Sinfônico • Folk Rock
Annie Haslam — vocais principais e vocais de apoio
John Tout — teclados e vocais de apoio
Jon Camp — baixo, guitarra elétrica e acústica, vocais
Terence Sullivan — bateria, percussão e vocais de apoio
Michael Dunford — guitarra acústica
Andy Powell — guitarra elétrica em “Ashes Are Burning”
Richard Hewson — arranjos de cordas
Embora Michael Dunford ainda aparecesse com crédito de músico convidado em algumas edições, sua participação composicional e musical já era fundamental para a identidade que o Renaissance desenvolveria nos anos seguintes.
Rock Progressivo • Rock Sinfônico • Art Rock • Folk Rock
Ashes Are Burning é um dos discos que ajudaram a estabelecer o Renaissance clássico, caracterizado pela combinação de música erudita, folk britânico, piano, arranjos orquestrais e longas estruturas progressivas.
A voz cristalina de Annie Haslam é o elemento mais imediatamente reconhecível. Diferentemente de muitos grupos progressivos da época, o Renaissance não dependia de peso ou virtuosismo agressivo: sua força estava na melodia, delicadeza, complexidade harmônica e construção sinfônica.
Lançado em outubro de 1973, Ashes Are Burning foi gravado entre abril e agosto daquele ano nos De Lane Lea Studios, em Londres. É o primeiro álbum do Renaissance a apresentar, em algumas faixas, a participação de uma orquestra, recurso que se tornaria uma das marcas da banda.
O álbum é particularmente importante porque consolida a formação que ficaria conhecida como a formação clássica do Renaissance.
As composições de Michael Dunford e Betty Thatcher predominam no repertório, enquanto “On the Frontier” traz composição de Jim McCarty, integrante da formação original do Renaissance.
O disco também marcou a primeira aparição do Renaissance na parada Billboard 200, onde chegou ao número 171.
Ashes Are Burning é um álbum essencial para quem aprecia o lado mais melódico, elegante e sinfônico do rock progressivo.
A abertura com “Can You Understand?” já estabelece a proposta: quase dez minutos de mudanças de andamento, piano, vocalizações de Annie Haslam e desenvolvimento instrumental. É uma composição que cresce gradualmente sem perder sua delicadeza.
“Let It Grow” funciona como uma faixa mais curta e acessível, enquanto “On the Frontier” traz maior participação vocal de Jon Camp e uma atmosfera um pouco mais folk.
O lado mais delicado aparece de maneira brilhante em “Carpet of the Sun”, uma das canções mais conhecidas do Renaissance. Sua combinação de melodia luminosa, piano e arranjos de cordas demonstra a capacidade do grupo de produzir música progressiva sem abrir mão da acessibilidade.
“At the Harbour” segue uma linha contemplativa, preparando o terreno para a monumental faixa-título.
Com mais de 11 minutos, a faixa-título é o grande épico do álbum.
A composição começa de maneira relativamente contida e vai crescendo até alcançar seu longo desenvolvimento instrumental. A guitarra elétrica de Andy Powell, do Wishbone Ash, adiciona uma dimensão especialmente expressiva à parte final da música.
O resultado é uma das grandes experiências do rock sinfônico dos anos 1970: música erudita, rock e voz operística coexistindo sem que nenhum desses elementos pareça deslocado.
Para exposição em uma loja de discos, Ashes Are Burning é um título que representa muito bem uma vertente específica do progressivo: sofisticada, sinfônica, romântica e profundamente melódica.
Este é um dos álbuns fundamentais da discografia do Renaissance e um excelente complemento para coleções que já incluem Yes, Genesis, King Crimson, Emerson, Lake & Palmer e Gentle Giant.
É também um disco especialmente importante para admiradores de Annie Haslam, cuja voz se tornaria uma das mais distintas do rock progressivo.
A edição original possui apenas seis faixas, e essa sequência deve ser preservada nas edições que reproduzem o álbum em sua forma original. Reedições posteriores acrescentaram gravações bônus, inclusive performances da BBC, mas elas não fazem parte do repertório original de 1973.
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