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No final de 1969, o Creedence Clearwater Revival vivia o ano mais produtivo e avassalador de toda a sua existência, lançando três álbuns históricos em um intervalo de apenas doze meses. Operando em seu ápice absoluto de entrosamento e criatividade, a formação clássica de quarteto contava com o gênio John Fogerty (vocais principais, guitarra solo e composições), seu irmão Tom Fogerty (guitarra ritmo), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria). A banda exalava a química perfeita de operários do rock, focados em música direta e sem firulas.
A sonoridade deste trabalho é a definição perfeita de Swamp Rock, Roots Rock e Country Rock. Incorporando elementos de música folclórica americana, blues acústico e o balanço do skiffle, o grupo se inspirou no conceito de uma jug band (bandas de rua que usavam instrumentos caseiros). O resultado é um som quente, percussivo, orgânico e com um sotaque sulista irresistível.
Título: Willy and the Poor Boys
Ano de Lançamento: 1969
Uma das maiores obras-primas da história do rock 'n' roll e um manifesto cultural perfeito do final dos anos 1960. Willy and the Poor Boys é o quarto álbum de estúdio do Creedence Clearwater Revival, um disco conceitual fictício onde os músicos se transformam na banda de rua que dá título ao trabalho. O álbum equilibra de forma genial canções de forte protesto político com o rock mais festivo e dançante daquela geração.
Esta edição nacional em CD traz o trabalho que imortalizou "Fortunate Son", um dos maiores hinos de protesto de todos os tempos, conhecido por seu riff de guitarra cortante e pelos vocais raivosos e viscerais de John Fogerty contra as injustiças sociais da Guerra do Vietnã. Mas o álbum também transborda leveza com o clássico instantâneo "Down on the Corner" e as releituras magistrais de "Midnight Special" e "Cotton Fields". Um CD obrigatório, atemporal e indispensável para qualquer coleção que se preze.
