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Em seu sétimo e último álbum de estúdio, o Creedence Clearwater Revival enfrentava o seu período de maior turbulência interna. Após a partida do guitarrista Tom Fogerty, a banda reduziu-se a um trio composto por John Fogerty (vocais, guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria). Cedendo às pressões dos companheiros por igualdade democrática, John Fogerty abriu mão do controle criativo absoluto, fazendo com que Cook e Clifford compartilhassem, pela primeira vez na história do grupo, os vocais principais, a composição e a produção das faixas.
A sonoridade do álbum transita pelo Country Rock, Swamp Rock e Roots Rock. Embora ainda preserve as guitarras características e o sotaque sulista pantanoso que os consagraram, o disco mergulha de cabeça em uma estética muito mais voltada ao Country tradicional de Nashville e ao Bluegrass, alternando a tradicional crueza vocal de Fogerty com as interpretações mais polidas e melódicas de Stu e Doug.
Título: Mardi Gras
Ano de Lançamento: 1972
O polêmico, agridoce e histórico capítulo final de uma das maiores lendas do rock 'n' roll. Mardi Gras é o álbum de despedida do Creedence Clearwater Revival, um registro fascinante que captura a banda arriscando tudo em um formato totalmente colaborativo e democrático. Embora tenha dividido opiniões na época por sua forte guinada ao country rock, o disco alcançou o Top 12 da Billboard e se tornou um item obrigatório para compreender o desfecho da trajetória do trio.
Esta edição nacional em CD é indispensável para os completistas e colecionadores do rock clássico. O grande trunfo do álbum reside nas joias assinadas e cantadas por John Fogerty, que entregou clássicos absolutos como a espetacular "Someday Never Comes" — uma das baladas mais maduras, emocionantes e confessionais de sua carreira — e a enérgica "Sweet Hitch-Hiker", um autêntico rock de estrada. Completado pelas composições honestas de Cook e Clifford, este CD é o testamento do encerramento de uma era de ouro da música americana.
